Blog da Dusol

20
jun

A energia solar tem facilitado o planejamento financeiro de pessoas físicas e jurídicas, pois, além de garantir uma grande economia na conta mensal, também possibilita a criação de novos modelos de negócios.

Prova disso é a chamada geração compartilhada. Criada em 2015, pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), por meio da Resolução Normativa 687, essa é uma modalidade da geração distribuída que pode beneficiar muitas pessoas, incluindo empresários e moradores de prédios que não têm espaço para a instalação do sistema.

Com a geração compartilhada, é possível reunir dois ou mais consumidores (pessoa física ou jurídica) para compartilharem a energia solar gerada em um único sistema. Além disso, uma mesma pessoa também pode compartilhá-lo em dois imóveis de sua propriedade.

Entendido isso, saiba mais, a seguir, sobre 3 modalidades de geração de energia compartilhada e descubra em qual delas você pode se encaixar – e, no final do artigo, conheça um novo modelo de negócios que surgiu dessa geração compartilhada.

1. Autoconsumo remoto

O autoconsumo remoto é uma modalidade de geração de energia compartilhada que atende a um único CPF ou CNPJ.

Na prática, isso quer dizer que você, sozinho, pode instalar a energia solar em sua casa, mas o excedente gerado pode ser compensado em outro imóvel que esteja em seu nome, como uma casa de praia ou um sítio, por exemplo. Ou seja, é possível compartilhar o mesmo sistema em dois imóveis diferentes que sejam seus.

Além disso, se você não tiver espaço para instalar a energia solar em sua casa, mas possuir um terreno em seu nome – que esteja dentro da mesma área da concessionária da sua região –, pode instalar as placas fotovoltaicas nesse local e utilizar a energia em sua residência.

2. Geração compartilhada

Na geração de energia compartilhada, pessoas físicas ou jurídicas se unem em um consórcio ou cooperativa para investir em um único sistema fotovoltaico para a economia em suas faturas.

É importante que todos os membros do consórcio ou da cooperativa estejam dentro da área de atuação da distribuidora da região. Sobre essa formação de consórcio ou cooperativa, leia esse post aqui para mais detalhes.

Quer exemplos de grupo de pessoas que podem se reunir para a geração compartilhada?

  • Moradores de um prédio residencial;
  • Empresários integrantes de um prédio comercial;
  • Grupo de lojistas de uma mesma cidade ou região em que atua a distribuidora, etc.

3. Condomínio solar

Nesta modalidade de geração de energia compartilhada, é permitida a instalação de um sistema fotovoltaico em condomínios – sejam eles horizontais ou verticais. Na resolução da ANEEL, o condomínio é chamado de “empreendimento de múltiplas unidades consumidoras”.

Na prática, todos os condôminos se reúnem para dividir os custos do investimento do sistema, de acordo com as regras e percentuais estabelecidos entre eles.

A compensação da energia solar gerada é feita de forma independente, ou seja, cada apartamento / residência constitui uma unidade consumidora e utiliza sua energia de forma única.

Quanto às áreas de uso comum do condomínio, eles também constituem uma unidade consumidora, e como as demais despesas do condomínio, a energia utilizada é rateada entre os moradores.

Locação de usina de geração de energia compartilhada: nasce um novo modelo de negócio

A locação de usinas solares não é uma modalidade, mas, sim, um novo modelo de negócios que surgiu graças à geração de energia compartilhada.

Na prática, a pessoa física ou jurídica pode alugar uma usina já instalada na região da distribuidora, pagando ao locatário apenas pela energia gerada pelo sistema solar – para isso, o locatário criou um condomínio solar para o aluguel a terceiros.

Mas você pode se perguntar: “Mas não dá no mesmo que pagar pela energia elétrica convencional, da concessionária da região?”. Não. Alugar uma usina de energia solar fica muito mais barato do que comprar a energia convencional – com todos os seus impostos e tributos embutidos.

Além disso, o empresário também economiza na instalação do próprio sistema, pois ele já foi instalado pelo locatário. A economia na conta de energia, portanto, é imediata.

Outro exemplo prático é a própria modalidade de condomínio solar: ao invés de comprar o sistema para ser instalado no local (ou fora dele), os moradores podem se reunir e alugar uma usina já instalada na região.

Uma curiosidade: o primeiro condomínio solar do Brasil disponível para aluguel foi instalado em Tabuleiro do Norte, no Ceará. Fazem parte do sistema mais de 3,4 mil painéis solares em uma área de 35 mil metros quadrados. E o condomínio já tem um cliente: uma rede de farmácias da região, cujo sistema abastecerá suas 38 filiais em todo o estado. Viu como a energia solar, além de sustentável, também pode fazer a economia local girar?

Ficou com alguma dúvida ou quer saber mais a respeito da geração de energia compartilhada e o que ela pode fazer pelo seu caso específico? Então, entre em contato conosco e até a próxima!

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