Blog da Dusol

18
abr

Já adiantamos: a resposta exata para essa pergunta nós não podemos afirmar. Mas podemos afirmar que a energia solar está realmente modificando a forma como as pessoas produzem sua própria eletricidade a partir de uma fonte renovável e limpa.

E é sobre isso que falaremos no post de hoje: você vai ver que muita gente já está substituindo os meios de geração de energia tradicionais pela energia solar em busca dos inúmeros benefícios que ela proporciona ao orçamento doméstico e ao meio ambiente como um todo.

Mas por que substituir a energia tradicional pela energia solar?

As razões são claras. Vários dos principais sistemas que geram eletricidade mundo afora dependem tanto de combustíveis fósseis quanto de outras fontes que não são tão limpas.

Falando em combustíveis fósseis – como o petróleo, o carvão mineral e o gás natural –, estima-se, inclusive, que suas reservas no mundo podem acabar em até 100 anos. Por isso, eles são considerados recursos naturais não renováveis, ou seja, não têm uma disponibilidade infinita no planeta – aliás, eles podem até se renovar, mas esse processo leva centenas de milhões de anos para ocorrer.

Outro fato que pesa contra o uso de combustíveis fósseis para a produção de energia e combustível é que os gases originados de seus processos de queima resultam em efeitos nocivos à saúde humana e, também, à atmosfera terrestre.

Olha só um gráfico que mostra a matriz elétrica mundial em 2016:

(Fonte: IEA [International Energy Agency] / Reprodução EPE [Empresa de Pesquisa Energética])

Por esses simples motivos, muitos países pelo mundo já estão correndo atrás para desenvolver outras formas de produção de energia utilizando recursos renováveis. Esse é o caso, por exemplo, da energia solar, eólica, da biomassa e até das hidrelétricas.

Mas aí você pode se perguntar: “O Brasil utiliza a maioria de sua matriz energética de fontes renováveis por conta do uso das usinas hidrelétricas. E, então? Ainda é necessária essa substituição pela energia solar? ”.

Eis a composição da matriz energética elétrica em 2017:

(Fonte: EPE)

É fato que a nossa matriz elétrica investe bem mais em energias consideradas não-renováveis em comparação com a matriz mundial. Veja só este gráfico de 2016:

(Fonte: EPE)

Mas é aí que está o “x” da questão: apesar de ser considerada uma energia proveniente de uma fonte renovável (a água), a hidrelétrica não é tão renovável assim. Aliás, ela pode até ser renovável, mas não é sustentável.

Como assim? Por mais que as nossas hidrelétricas utilizem uma fonte proveniente de um recurso natural para gerar eletricidade, o fato é que também existe um passivo ambiental: no caso, um passivo socioambiental.

Isso se traduz em inundar grandes áreas pelo país, deslocando populações inteiras (incluindo povos indígenas) e cobrindo áreas naturais com água. Grandes regiões do Norte são inundadas para que o sul utilize ar condicionado. Isso faz sentido para a sustentabilidade?

O diferencial da energia solar

O Sol é uma fonte inesgotável de energia. Um sistema fotovoltaico que atinge 2,5 km2, por exemplo, é o equivalente a energia gerada por 4 milhões de barris de combustível fóssil.

E se levarmos em conta que, estima-se que em 2050 a demanda mundial de energia atinja um pico, é preciso buscar por soluções de fato renováveis e sustentáveis, como é o caso da energia solar e eólica, por exemplo.

Aliás, a energia solar é um mercado promissor, pois gera empregos e movimento a economia. A cada megawatt instalado, por exemplo, é possível gerar cerca de 30 empregos diretos – como você já viu neste post aqui.

Uma boa notícia é que, em 2019, o Brasil promete dar um salto na geração de energia solar, com um aumento de 44% na capacidade instalada, conforme noticiado na mídia. Esse salto levaria à grande marca de 3,3 GW (gigawatts), de acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar).

E sabe a quem o país deve esse crescimento? Aos próprios brasileiros, que estão instalando energia solar em suas casas, comércios, indústrias e propriedade rural por meio da geração distribuída, seja autoconsumo ou geração compartilhada.

Somente os projetos de geração distribuída deverão somar 628,5 MW (megawatts) em capacidade instalada no país, significando em um crescimento de 125%. Esse aumento se dá, entre outros fatores, por conta da redução dos custos dos equipamentos e da oferta de financiamento específico para energia solar – sem falar no payback. O investimento pode ser totalmente pago em uma média de 5 anos, dependendo da capacidade instalada, resultando em uma redução de até 95% na conta de energia.

Bom, como dissemos, a gente não sabe se a energia solar substituirá completamente a convencional – mas que seria uma boa alternativa, isso seria.

Aproveite esse crescimento da energia solar nas residências e saiba por onde começar a investir em um sistema no seu imóvel. Até a próxima!

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