Análise da conta de energia pode otimizar gastos com eletricidade

Você sabia que com a análise da conta de energia e do que está sendo cobrado ali, é possível reduzir gastos e otimizar o uso energético do local?

Você sabe o que representa os vários parâmetros da conta de luz? Ou só repara no valor total a ser pago? É importante entender que todas aquelas informações são um reflexo de como um imóvel utiliza a eletricidade. Mas com a análise da conta de energia e do que está sendo cobrado ali, é possível reduzir gastos e otimizar o uso energético do local.

Se você é um empresário ou dono de estabelecimentos comerciais ou industriais, já deve ter sentido a necessidade de diminuir gastos operacionais. Principalmente aqueles relacionados à eletricidade. Porém, muitas vezes a solução não é reduzir o consumo, mas sim mudar algumas variáveis do contrato de energia.

Ou seja, é sim possível economizar na conta de luz sem precisar desligar os equipamentos elétricos da tomada. Através da análise tarifária, observamos os parâmetros de tarifação a fim de entender se eles estão de acordo com as necessidades energéticas do estabelecimento e se podem ser otimizadas para uma estrutura mais eficiente.

Mas antes, é preciso saber alguns conceitos da tarifação de energia elétrica entre as distribuidoras nacionais. Vamos lá?

Como é feita a tarifação de energia elétrica?

As unidades consumidoras podem ser classificadas em dois grupos, a partir da faixa de tensão pelas quais são atendidas.

O primeiro deles, o grupo A, é composto por unidades consumidoras atendidas com faixas de tensão acima de 2.300 volts. Muitas vezes são indústrias, shopping centers ou comércios de grande porte que fazem parte dessa classe. 

O grupo B, por sua vez, engloba as unidades consumidoras em baixa tensão, ou seja, até 2.300 volts. Aqui é onde se encontram a maior parte das residências e pequenos comércios.

Vista aérea da Avenida Paulista, em São Paulo

Por serem bem distintos no quesito consumo energético, a tarifação de energia elétrica para esses grupos é feita de forma específica em cada um deles. Para o grupo B, ou seja, de baixa tensão, o processo segue o padrão que já conhecemos: paga-se por kWh consumido, além das taxas de impostos e bandeiras tarifárias. No grupo A, por outro lado, as coisas são um pouco diferentes.

A problemática da demanda contratada

Além do consumo efetivo em kWh, cobra-se também a demanda contratada, em kW. Essa é uma variável que representa o valor da potência ativa que precisa ser fornecida sem interrupções para a rede da unidade consumidora.

Em outras palavras, se uma empresa necessita de 600 kW ininterruptos para suprir a demanda do negócio, a distribuidora contratada é obrigada a fornecer essa potência de forma constante. Vale lembrar que potência e consumo são conceitos diferentes.

Se essa empresa tiver uma demanda contratada de 600 kW, mas ultrapassar essa quantidade, o fornecimento não será interrompido. Mas a distribuidora aplicará uma multa, que entra na conta como demanda ultrapassada, e tem um valor de tarifa bem acima do usual (normalmente o dobro).

Ao mesmo tempo que a demanda contratada é necessária para evitar um blackout, se ela não estiver bem ajustada, a conta de energia virá muito mais alta do que deveria. Para corrigir essas questões, uma análise de especialistas é necessária.

Geração própria como solução para mais economia

Após a análise da conta, o consumidor pode optar por uma solução de geração própria para economizar mais, através de energias renováveis, como a solar. Para dimensionar o melhor sistema fotovoltaico, fazemos a identificação do grupo tarifário ao qual ele pertence. Como já sabemos, ele pode ser do grupo A ou grupo B.

Entenda mais: Como iniciar um projeto de energia solar?

O grupo B não possui cobrança de demanda e tem tarifa única, exceto nos casos de opção do cliente pela modalidade de tarifa branca. Unidades consumidoras do grupo A possuem um transformador próprio, demanda contratada e a tarifa cobrada é dividida em 3 horários distintos, mas que dependem da concessionária envolvida no processo. Geralmente, eles são:

  • Horário Ponta: período compreendido de 18h às 21h;
  • Horário Fora Ponta: período de 06h às 18h e 21h às 21h30;
  • Horário Reservado: período de 21h30 às 06h.

Após identificarmos o grupo, utilizamos uma planilha de dimensionamento para calcular a média de consumo dos últimos 12 meses. Nos casos do grupo B, é descontado a taxa de disponibilidade referente ao tipo de ligação da unidade consumidora:

  • Monofásico: 30 kWh 
  • Bifásico: 50 kWh 
  • Trifásico: 100 kWh

Assim, saberemos quanto de energia o sistema precisa gerar para que o cliente pague somente o mínimo da conta de energia. 

No exemplo da empresa com média de consumo de 600 kWh por mês, se a ligação for trifásica, a geração própria precisa ser, de no mínimo, 500 kWh por mês. Logo, o cliente pagará apenas 100 kWh, multiplicado pelo valor da tarifa atual, somado à contribuição de iluminação pública (CIP) e adicionais de bandeira tarifária.

  • Monofásico: 30 kWh x R$ 0,78 = R$ 23,40 + CIP + bandeira
  • Bifásico: 50 kWh x R$ 0,78 = R$ 39,00 + CIP + bandeira
  • Trifásico: 100 kWh x R$ 0,78 = R$ 78,00 + CIP + bandeira

Para o grupo A, o mínimo da conta será o valor pago pela demanda contratada já que toda energia média consumida será gerada pelo sistema solar fotovoltaico.

E aí, quer diminuir os gastos com energia elétrica na sua residência ou empresa? Então está na hora de você planejar seu sistema fotovoltaico com uma empresa experiente. Conheça os projetos da Dusol e faça um orçamento para começar a gerar sua própria eletricidade. 

Comunicóloga e entusiasta de energias renováveis e sustentabilidade.

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