Aumento das tarifas de energia: mudança nas bandeiras

Entenda porque o aumento das tarifas de energia vai continuar ocorrendo se o país não se voltar a outras formas de produção de eletricidade.

O aumento das tarifas de energia elétrica é uma realidade que o brasileiro, infelizmente, lida com muita frequência. E tudo isso pode ser explicado por vários motivos, como o sistema de produção adotado por aqui, os períodos de estiagem, o sistema tributário, entre outros.

No post de hoje, você vai entender a razão para tantas mudanças nas bandeiras tarifárias, porque o crescimento populacional e a retomada da economia são motivos de preocupação para o setor e qual é a solução para mudar esse cenário. Acompanhe.

A nova definição das bandeiras tarifárias

Diante de tanto aumento das tarifas de energia elétrica na conta mensal, você pode não perceber, mas a revisão da metodologia das bandeiras tarifárias ocorre anualmente pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

A mais recente revisão foi aprovada em outubro de 2017, e já vigora desde novembro: o valor da bandeira amarela cai de R$ 2,00 para R$ 1,00 a cada 100 KWh consumidos; já a bandeira vermelha (patamar 1) se mantém em R$ 3,00, e, no patamar 2, ela sobe de R$ 3,50 para R$ 5,00. Atualmente, estamos pagando pelo segundo patamar da bandeira vermelha, que é a tarifa mais cara.

Mas por que ocorrem esses reajustes? Tudo isso pode ser explicado pela forma como o Brasil produz a maior parte de sua energia elétrica atualmente: por meio das usinas hidrelétricas, que, como sabemos, possuem seus riscos, principalmente em longos períodos de estiagem. Isso porque esse sistema depende das chuvas e do bom nível dos reservatórios – que desde 2015 enfrentam um período críticos

Com isso, o governo acaba acionando as usinas termelétricas para atender à demanda de energia, resultando em uma produção bem mais cara e que afeta o bolso dos consumidores brasileiros.

Isso explica, portanto, a implantação das bandeiras tarifárias, que vigoram em nosso país desde 2015, e o consequente aumento das tarifas de energia. Mas a preocupação não para por aí.

O crescimento do país preocupa o setor energético

O aumento populacional e a retomada do crescimento também são assuntos que preocupam o setor energético brasileiro, e que explicam o aumento das tarifas de energia.

Segundo divulgado recentemente pelo O Globo, enquanto o mundo está usando cada vez menos energia na produção de bens e serviços, o Brasil está ampliando o consumo para gerar o mesmo crescimento econômico.

De acordo com a publicação, dados da Agência Internacional de Energia (AIE) mostram que a denominada “intensidade energética”, que é medida pela energia usada para produzir um dólar de PIB, caiu em 2016, 1,8%, em termos globais. Já no Brasil, esse indicador subiu cerca de 2% no mesmo período.

Especialistas apontam essa contradição acontece por alguns motivos, como falhas de planejamento, a recessão e a falta de política de eficiência energética consistente, que modernize a infraestrutura e reduza o desperdício na hora da produção e do consumo.

Ou seja, se o país cresce, a demanda pela energia elétrica também. Mas com o nosso atual sistema das hidrelétricas, e as estiagens cada vez mais prolongadas, é preciso haver outra saída para a geração de energia que utilize recursos mais sustentáveis e abundantes – como o sol.

A solução para frear o aumento das tarifas de energia: adotar sistemas sustentáveis de produção

O Brasil já definiu suas metas de redução da emissão de gases de efeito estufa durante o Acordo de Paris, firmado em 2017.

Entre suas propostas está a de alcançar uma participação estimada de 45% de energias renováveis na composição da matriz energética em 2030, o que inclui o aumento da participação da energia solar, eólica e da biomassa.

Se o país começar a investir mais nesses tipos de fontes de energias, principalmente na solar, certamente os preços da produção vão diminuir e, também, não haverá impactos socioambientais nos locais de geração, o que também é um sério problema enfrentado em regiões de construção de hidrelétricas.

Do mesmo modo, o governo também precisa incentivar os brasileiros a produzirem sua própria eletricidade por meio do sistema fotovoltaico. Como? Revendo tarifas e custos de importação, além das taxas de juros e impostos sob os produtos que compõem essa tecnologia, de modo que mais e mais brasileiros possam adquirir a energia solar.

E então, já sabia como funcionava o aumento das tarifas de energia? Você já sabe que com a energia solar pode reduzir – e muito – a tarifa mensal em sua casa, empresa e também na produção rural,  por isso, preparamos um post com uma lista de instituições financeiras que oferecem um bom financiamento para esse investimento. Até a próxima!

Carlos Bouhid
Diretor Administrativo da Dusol Engenharia Sustentável.

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