Blog da Dusol

07
out

O mercado de energia solar está em franca expansão no Brasil. Prova disso é que, recentemente, alcançamos o marco histórico de 1 GW (gigawatt) de potência instalada na geração distribuída. Isso significa que já são mais de 114 mil unidades consumidoras participando da geração distribuída, recebendo créditos por essa produção de energia solar. 

Mas não é apenas de sustentabilidade ambiental e economia no bolso que estamos falando. O mercado de energia solar também aquece outros setores – e é sobre esse tema o nosso post de hoje!

A energia solar gera empregos

Em 2018, as energias renováveis – incluindo a energia solar – foram responsáveis pela criação de mais de 11 milhões de empregos pelo mundo; 3,6 milhões apenas na área da energia fotovoltaica. Esses são dados da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA).

Somente no Brasil, foram mais de 1 milhão de pessoas empregadas no setor da energia renovável, ficando na frente dos Estados Unidos. E, especificamente no mercado de energia solar, segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), a cada MW (megawatt) solar instalado por ano, é possível gerar entre 25 e 30 novos postos de trabalho. Além disso, a associação estima que, até 2035, possam ser criados aqui no Brasil mais de 672 mil novos empregos diretos nos setores de minigeração e microgeração de energia solar na geração distribuída.

A energia solar impulsiona cursos de formação na área

Já que o mercado de energia solar aquece a geração de empregos, ele também aumenta a necessidade de profissionais especialistas no tema. Afinal de contas, instalar energia solar necessita de conhecimento técnico, já que o profissional lida com estruturas elétricas, mecânicas e de engenharia. Tudo isso impulsiona o mercado de educação no país, seja de cursos on-line ou cursos presenciais. Exemplos de cursos na área são:

– Curso de instalação do sistema fotovoltaico (on grid e off grid);

– Curso de criação de projetos de energia fotovoltaica para pessoas físicas e jurídicas, de acordo com as normas vigentes;

– Curso de criação de projetos industriais de usinas de energia solar;

– Curso de vendas de sistemas fotovoltaicos.

O mercado de energia solar aquece a importação

O Brasil já conta com algumas fábricas de componentes de energias solar, mas as vendas são impulsionadas pela importação, principalmente dos painéis solares, que ajuda a baratear os preços para os consumidores. De acordo com dados divulgados pelo portal de notícias Terra, a importação das placas fotovoltaicas pelo Brasil aumentou 24% no primeiro semestre de 2019, muito por conta do interesse da China e da Alemanha em nosso mercado de energia solar.

Todo esse interesse fez com que as empresas conseguissem importar a um bom custo-benefício placas solares de diferentes fabricantes. Segundo a consultoria Greener, houve queda de mais de 10% no preço dos sistemas fotovoltaicos desde 2018. E se aquece o setor de importação, o mercado de energia solar também aquece as empresas brasileiras especializadas em logística internacional, já que os módulos solares são trazidos para cá em navios, que desembarcam nos portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR), de onde são distribuídos para o mercado comprador no país.

A energia solar equilibra as contas dos empresários

O mercado de energia solar aquece a economia brasileira pelo simples fato de que o sistema diminui consideravelmente os custos com energia elétrica das empresas, equilibrando as contas. Afinal de contas, não é segredo que a energia elétrica do nosso país é uma das mais caras do mundo; o custo médio da eletricidade para o setor industrial, por exemplo, somou em 2017 a quantia de R$ 487,12 por cada MWh (megawatt-hora), de acordo com dados da Firjan – a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro.

Nesse caso, a energia solar vem para proporcionar liberdade ao pequeno, médio e grande empresário, que passa a produzir a própria energia que consome – energia limpa, sustentável e que pode fazer com que ele economize até 90% na conta de luz.

Aliás, sobre isso, vamos agora responder a uma dúvida muito comum que o consumidor do mercado de energia solar tem: por que você paga a taxa mínima de energia na conta de luz, mesmo se não utilizar a eletricidade da concessionária? Entenda no próximo post!

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