Como se deu o crescimento de energia solar na China?

O crescimento da energia solar na China começou ainda nos anos 1990. Hoje o país lidera o ranking mundial de potência instalada.

O crescimento da energia solar na China é um assunto que merece a nossa atenção. Isso porque de acordo com dados mais recentes, os números impressionam: em 2017, por exemplo, o país bateu um recorde de instalação de 53 GW (gigawatts) de potência, uma quantia verdadeiramente alta.

Mas como tudo isso começou? Entenda os detalhes no post de hoje!

O crescimento da energia solar na China

A China é o terceiro maior país do planeta Terra, além de ser o mais populoso (com mais de 1,3 bilhão de habitantes). Nos últimos anos, o país também vem se despontando como uma das grandes potências econômicas, representando o terceiro maior PIB do mundo e ficando atrás apenas dos Estados Unidos e do Japão.

 

A partir desses dados, já podemos começar a traçar o crescimento da energia solar na China. Esse crescimento acelerado na economia fez com que, consequentemente, houvesse um aumento na demanda de energia elétrica – aliás, a China consome atualmente cerca de 14% da energia mundial.


A energia solar em solo chinês começou a crescer no início dos anos 1990 por conta do surgimento de um pequeno programa rural que incentivava o uso de energias renováveis.
Já nos anos 2000, o governo da China começou a liberar centenas de políticas de apoio à indústria de energia solar, e, com o tempo, o custo de produção foi ficando menor, baixando também o custo da eletricidade proveniente da energia fotovoltaica.


Em entrevista ao
portal Energia, o professor do Royal Institute Technology sueco, Jinyue Yan, afirmou que esse crescimento da energia solar na China se deu pelos constantes subsídios do governo e também no investimento em construção de capacidade em excesso, para levar a indústria solar a um patamar de investimento mais sustentável.


A partir de 2018, o governo começou a
cortar os subsídios à indústria fotovoltaica; a intenção era que essa indústria dependesse cada vez menos do apoio do governo e passasse a focar na qualidade do sistema fotovoltaico, já que ela havia alcançado a tão esperada diminuição dos custos de produção do sistema.


No início de 2019, então, o governo decidiu desenvolver uma política livre de subsídios para a energia solar na China. E ainda em 2019, o país alcançou um marco: o preço da energia solar está igual ao da energia elétrica convencional, algo que estava previsto para ser alcançado em mais de dez anos.

A energia solar na China hoje

Apesar de ter reduzido o ritmo de crescimento da energia solar na China no primeiro semestre de 2019 – foram instalados 11,4 GW em capacidade de fonte – os números continuam impressionando. Já são mais de 400 usinas solares espalhadas pelo país, que é atualmente responsável por 60% do mercado de fabricação de painéis solares e demais componentes.

China mira o Brasil na venda de painéis solares

As fabricantes chinesas de componentes fotovoltaicos têm estado de olho no mercado brasileiro, conforme divulgado pelo portal de notícias Época. No primeiro semestre de 2019, a importação de painéis solares pelo Brasil aumentou 24%, representando o equivalente a 1,26 GW, mais de um terço da capacidade instalada da fonte hoje no país.


Os destaques ficam para as fabricantes chinesas JA Solar, Trina, Jinko e BYD, além da sino-canadense Canadian Solar.
Bom, agora que você já sabe detalhes sobre o crescimento da energia solar na China, está na hora de conhecermos mais sobre o crescimento da energia solar aqui no Brasil.

Carlos Bouhid
Diretor Administrativo da Dusol Engenharia Sustentável.

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