Blog da Dusol

04
abr

A energia solar já é um assunto frequente na cabeça (e nos imóveis) de muitas pessoas, e, nem sempre paramos para nos perguntar: “Afinal de contas, como surgiu essa energia, ou, melhor, essa tecnologia fotovoltaica a qual, hoje, temos acesso?”.

Portanto, nada mais justo do que no post de hoje conhecermos um pouco sobre a história de criação dessa energia limpa e renovável. Ao conhecer a fundo essa tecnologia e a intensa trajetória de estudiosos ao longo dos séculos, a gente passa a dar ainda mais valor, não é mesmo?

O descobrimento do efeito fotovoltaico

A energia proveniente do Sol é utilizada pela humanidade desde os seus primórdios; ele, por exemplo, era fonte de energia até para fazer fogo.

Mas a energia solar tal qual conhecemos hoje como sistema fotovoltaico teve seu surgimento no século XIX, mais precisamente em 1839.

Naquele ano, o físico francês Alexandre Edmond Becquerel observou pela primeira vez o efeito fotovoltaico, e essa descoberta foi feita por acaso, quando verificou a exposição de eletrodos de platina (ou de prata) à luz.

Antes da descoberta das propriedades fotocondutivas do silício (uma das atuais composições das placas solares), o elemento químico que abriu espaço foi o selênio, em 1873, pelo engenheiro elétrico inglês Willoughby Smith.

Anos mais tarde, em 1876, os cientistas Richard Evans Day e William Grylls Adams conseguiram desenvolver o primeiro dispositivo sólido que produzia eletricidade: um filme de ouro com selênio que era depositado em um substrato de ferro. A eficiência da conversão da energia solar para a elétrica era pequena, de aproximadamente 0,5%.

Mas a primeira célula solar (ainda de selênio) foi oficialmente construída em 1883, pelo inventor americano Charles Fritts. A eficiência dela era o dobro: 1%.

Essa foi considerada a primeira parte do surgimento da energia solar. Nesse início, o sistema era visto como uma tecnologia muito futurista e nem se cogitava a ideia da popularidade que tem hoje.

Mas, aos poucos, as descobertas foram avançando e muitos estudos sobre a energia solar foram realizados – aliás, em 1921, Albert Einstein levou o Prêmio Nobel pela sua “Teoria do Efeito Fotoelétrico”, escrito em 1905.

Essa teoria serviu de base para outras descobertas, inclusive a de que a energia solar poderia produzir uma energia elétrica limpa, até chegarmos aos dias de hoje.

O surgimento do sistema fotovoltaico e a popularização da energia solar

A primeira célula solar de silício – o elemento químico utilizado para a produção das atuais placas solares – foi criado pelo engenheiro estadunidense Russell Ohl, mas foi em 1954 o início da era moderna da energia solar.

Naquele ano, o químico Calvin Fuller, da renomada Bell Laboratories, nos EUA, desenvolveu o processo de dopagem do silício, partilhando sua descoberta com o físico Gerald Pearson, que aperfeiçoou a técnica e partilhou esse aperfeiçoamento com o cientista Daryl Chapin.

Foi a primeira vez, em pleno século XX, que uma célula solar conseguiu alimentar por várias horas um aparelho elétrico – essa eficiência chegava a 4% (atualmente, as nossas placas solares apresentam entre 13% e 21% de eficiência, dependendo do modelo).

Depois de alguns problemas técnicos superados, muito por conta do trabalho de Fuller, a primeira célula de energia solar foi formalmente apresentada em 25 de abril de 1954, durante a reunião anual da National Academy os Sciences, em Washington.

A primeira utilização oficial da energia fotovoltaica foi feita quatro anos depois desse anúncio, em 1958, por conta do lançamento do satélite Vanguard I, que utilizava um mini painel solar para alimentar um rádio.

E quanto à popularização da energia solar? Ela se deu em meados de 1970, por conta da histórica Crise do Petróleo, que revelou a natureza um tanto quanto delicada do uso de combustíveis fósseis como fontes de energia, o que impulsionou a busca por fontes renováveis, como a energia solar e a eólica.

Gostou de conhecer um pouco da história da energia solar?

Então, no próximo post, conheça a história da evolução das placas solares e o que o futuro nos reserva para o setor. Até a próxima!

 

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