Por que a energia sustentável no plano de governo deve ser estratégica para candidatos à presidência?

A energia sustentável no plano de governo deve ser levada a sério, pois a partir dela vários problemas do país podem ser melhorados – e o desemprego é um deles.

Já estamos em pleno período eleitoral e, faltando poucos dias para as eleições, precisamos falar sobre energia sustentável no plano de governo.

A intenção do post de hoje não é descrever as propostas dos candidatos à presidência sobre esse tema, mas falarmos sobre a importância de ele ser discutido e colocado como uma das prioridades do próximo governo, assim como deve ser a saúde, a educação, o saneamento básico e as demais necessidades que o país tem atualmente.

A seguir, vamos falar sobre alguns motivos que explicam porque a energia sustentável no plano de governo deve ser parte estratégica nas propostas dos candidatos – não deixe de verificar se esse tema está sendo proposto pelo seu, combinado?

1. A energia sustentável no plano de governo deve ser estratégica porque ela gera empregos

Bom, antes de mais nada, saiba que a chamada energia sustentável é aquela gerada de fontes renováveis, ou seja, que o meio ambiente oferece em abundância, sem a necessidade de uma atividade exploratória e poluidora. Como exemplos de energia sustentável, temos a solar e a eólica.

E já que um dos principais temas dos debates com os candidatos à presidência é a questão do desemprego, o fato de existirem novos meios de geração de energia renovável, por si só, já leva a deduzir que o setor pode gerar mais postos de trabalho. Mas temos números que comprovam essa teoria.

De acordo com relatório da Agência Internacional de Energias Renováveis (Irena), o setor da energia renovável empregou 10,3 milhões de pessoas em todo o mundo em 2017, graças à adoção de políticas favoráveis que estimulam investimentos e postos de trabalho.

Além disso, segundo o relatório, China, Brasil, EUA, Índia, Japão e Alemanha lideram a lista de países que mais geram empregos no setor, representando, juntos, 70% desses postos de trabalho. Nesse sentido, a indústria da energia solar fotovoltaica foi a que mais gerou empregos – 3,4 milhões deles no mundo, em 2017.

Aliás, sobre esse tema, saiba que, aqui, no Brasil, estamos avançando por conta do novo modelo de negócio que surgiu com a chamada geração compartilhada: a criação de usinas solares para aluguel. Saiba mais neste post.

2. A energia sustentável no plano de governo deve ser estratégica porque não podemos mais depender da energia hidrelétrica

Ainda era 2014 e estávamos passando pela crise hídrica, lembra? Na época, foi muito difundido o debate sobre novos meios para gerar eletricidade no Brasil sem depender tanto das hidrelétricas – que utilizam a água, um recurso que pode acabar se não houver um bom gerenciamento, controle de uso e preservação ambiental para a produção de mais nascentes.

O jornal O Estado de Minas, por exemplo, foi bem claro em uma reportagem daquele ano:

“O Brasil está pagando caro por ter escolhido a opção mais barata para sua matriz energética em vez de ter ampliado o mix de possibilidades, investindo mais em fontes alternativas de energia. O setor elétrico está afundado num gargalo sem fim porque o país se tornou dependente das hidrelétricas”.

Os resultados em 2018? Brasileiros, de um modo geral, continuam dependendo da matriz hidrelétrica e à mercê da estiagem e, na outra ponta, temos o grande desperdício de água pelas cidades por falta de manutenção das redes.

Além de tudo isso, também somos “presenteados” com as bandeiras tarifárias e pagamos caro por uma eletricidade que poderia ser gerada com muito mais economia e responsabilidade socioambiental – em um país em constante crescimento populacional e aumento da expectativa de vida.

3. A energia sustentável no plano de governo deve ser estratégica porque temos um acordo global para cumprir

O seu candidato à presidência leva a sério o Acordo de Paris? Saiba que, em 2016, entregamos um compromisso oficial às Nações Unidas para a redução das emissões de gases de efeito estufa ao longo dos anos, e a próxima revisão do acordo será em 2021, já no próximo governo.

Relembre os principais pontos:

  • Aumento da participação em 45% do uso de energia renovável na matriz energética até 2030, o que inclui a energia solar, a biomassa e a eólica;
  • Redução das emissões de gases que provocam o efeito estufa em 37%, em 2025, e em 47% em 2030;
  • Reflorestamento e restauração de 12 milhões de hectares de florestas.

Temos, portanto, um compromisso ambiental a cumprir. Você pode fazer a sua parte, investindo em energia solar para a sua casa, empresa, indústria ou propriedade rural – mas também é importante que a energia sustentável no plano de governo seja colocada em prática em todo o país – e cabe a nós ficarmos de olho e cobrar soluções.

E então, qual é a sua opinião sobre esse assunto? A energia sustentável no plano de governo também deve ser prioridade em nosso país?

Não deixe de ficar atento às propostas de energia de todos os seus candidatos, e, quando houver a nova composição do governo, continue de olho para que essa e as demais questões sejam realmente levadas a sério.

Aproveite e fique por dentro sobre o que esperar do próximo governo sobre energia renovável. Até a próxima!

Carlos Bouhid
Diretor Administrativo da Dusol Engenharia Sustentável.

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