A relação entre energias renováveis e não renováveis

A relação entre energias renováveis e não renováveis é mais complexa do que se imagina. Logo, precisamos falar sobre isso, a fim de evitar alguns equívocos sobre o futuro da energia

Muito se fala sobre as energias renováveis e não renováveis, ou sobre como a energia limpa precisa substituir os combustíveis fósseis. No entanto, a relação entre essas duas categorias de recursos energéticos é muito mais complexa, não devendo cair em alguns equívocos sobre o futuro da energia.

Existem nove áreas principais de recursos energéticos. Assim, podemos enquadrá-los em duas categorias: renováveis e não renováveis. 

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Os recursos de energia não renováveis estão disponíveis em suprimentos limitados. Isso acontece porque o tempo necessário para produzir esses elementos é muito longo, tornando seu reabastecimento impossível para nosso uso. Os recursos renováveis, por outro lado, são reabastecidos naturalmente e em períodos de tempo relativamente curtos. 

Desde o começo da história dos seres humanos, já era possível observar o uso de fontes renováveis de energia. A lenha era usada para cozinhar e aquecer; a força do vento e da água era usada para moer grãos; e o calor do sol para acender fogueiras. 

Contudo, há pouco mais de 150 anos, a humanidade descobriu como extrair energia dos antigos restos fossilizados de plantas e animais. Esses recursos altamente energéticos, mas limitados, rapidamente substituíram os que já eram utilizados.

Como resultado, os combustíveis fósseis representam grande parte do mercado de energia atualmente, embora as renováveis já estejam ganhando espaço nessa competição.  Porém, isso não é uma competição. Ou ao menos, não deveria ser.

O mercado de óleo e gás e os impasses do desenvolvimento

Antes de falarmos sobre a descarbonização da matriz energética, precisamos entender o que aconteceu no mundo há algum tempo. De acordo com o projeto Cenários Petrobrás 2040, até meados dos anos 2000, o mercado internacional de petróleo e gás era caracterizada por uma preocupação com a escassez dos recursos naturais. Isso acontecia devido à crescente demanda energética nos países emergentes, que viviam uma expansão econômica.

Em relação à oferta, a partir da expansão da produção não convencional de gás natural nos Estados Unidos em 2006, a preocupação da indústria a respeito dos derivados do petróleo disponíveis foi se atenuando. A partir disso, vimos o país líder em demandas por importações de gás natural se tornar um pólo exportador. Em uma década, os Estados Unidos conseguiram inverter completamente o fluxo de gás natural do país.

No mercado de petróleo, tivemos um movimento semelhante. O crescimento da produção de tight oil provocou mudanças na oferta mundial, diminuindo preços e aumentando estoques da commodity no fim de 2014.

Porém, os dados alarmantes sobre as emissões mundiais de poluentes fizeram todo esse movimento em prol dos combustíveis fósseis ser repensado. Além disso, a eficiência do consumo de energia, junto aos avanços das renováveis, criaram vários questionamentos sobre o uso dos combustíveis fósseis de forma majoritária no mix energético global.

Os cenários em prol da Transição Energética

A forte demanda da sociedade em reduzir a emissão de carbono, os avanços tecnológicos e a crescente inovação do mercado são os grandes motivadores da Transição Energética. Por isso, hoje já podemos perceber que o mix energético está se diversificando cada vez mais. 

De acordo com a Agência Nacional de Petróleo (ANP), estima-se que até 2040, o mix energético no Brasil será o mais diverso até então. Ou seja, petróleo, gás natural, carvão e combustíveis não-fósseis serão peças fundamentais para nossa demanda de energia, cada um com participação de 25% na matriz energética nacional. 

Contudo, vale lembrarmos que cada país irá experimentar um cenário diferente da transição energética, com suas questões-chave e limitações em relação ao mercado da energia. Por isso, é importante adequar tecnologias e estratégias disponíveis aos cenários de transição e o mix de energia possível.

Ainda usando a pesquisa da Petrobrás, de acordo com o documento, cenários são formas de criarmos simulações da realidade, onde as interações permanentes de seus elementos oferecem ambientes de negócios verossímeis. Logo, foram propostos três cenários distintos nesse projeto:

Fonte: Cenários Petrobrás 2040

Descarbonização da matriz energética e o mix de fontes de energia

Nesses cenários, podemos observar que a transição até 2040 perpassa por um contexto de expansão do consumo de energia. Isso se reflete não apenas na marcha do crescimento econômico, mas também no desafio de incluir a parcela da população sem acesso a eletricidade (o que dá cerca de 1 bilhão de pessoas). Além disso, a descarbonização da matriz energética visa também promover mais qualidade de vida a todos.

Para isso, observa-se uma tendência de reduzir a participação relativa do carvão e do petróleo,  aumentando a participação do gás natural no mix energético. Também fica explícita a liderança das fontes renováveis para o atendimento da demanda nova por energia.

Fonte: Cenários Petrobrás 2040

Tratamos esse assunto de forma global. Mas você sabia que podemos pensar o uso das fontes não-renováveis dentro das nossas casas e escritórios? 

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Fabianne Falcão
Comunicóloga e entusiasta de energias renováveis e sustentabilidade.

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