Blog da Dusol

19
ago

Hoje vamos falar sobre um assunto bem comum quando se trata de eletricidade: a matriz energética brasileira.

Entender essa composição diz muito sobre um país. Será que estamos investindo mais em energias renováveis ou mantendo como prioridade fontes não renováveis e poluentes?

Entenda tudo agora mesmo!

O que é matriz energética?

Antes de falarmos especificamente sobre a matriz energética brasileira, vamos entender o que realmente quer dizer o termo matriz energética.

Trata-se da união de toda energia disponibilizada e que será transformada, distribuída e, também, consumida em um país ou região. Portanto, é uma representação quantitativa de toda oferta de energia de um determinado local.

Não estamos falando apenas de produção de energia elétrica de um país – essa representação se chama matriz elétrica. A matriz energética engloba todas as fontes de energia, como, por exemplo, a produção de combustível para veículos, para máquinas industriais, para fogões, etc.

Entender e analisar a composição de uma matriz energética é importante para orientar todo o planejamento do setor energético de uma região – ou seja, a quantidade a ser produzida, o uso adequado, os recursos disponíveis para a produção, etc.

Como é composta a matriz energética brasileira?

Bom, entendido que a matriz energética é a união de todas as formas de energia produzidas e consumidas em uma determinada região, vamos, agora, analisar a composição da matriz energética brasileira.

De acordo com dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a matriz energética do país é bem diferente da mundial – mas isso é uma boa notícia.

Enquanto a nível mundial a prioridade é a utilização de fontes não renováveis de energia – como petróleo, carvão e gás natural (que representam 81,1% do total) – , aqui, no Brasil, as fontes renováveis representam quase a metade de toda a matriz; de acordo com os últimos dados, já alcançamos 45,3% da matriz com fontes renováveis, como você pode ver abaixo:

matriz energética brasileira em 2018

(Fonte: Relatório Síntese do Balanço Energético Nacional – BEN 2019, tendo como ano base 2018).

Fontes renováveis de energia: 45,3%

  • Biomassa da cana: 17,4%.
  • Hidráulica: 12,6%.
  • Lenha e carvão vegetal: 8,4%.
  • Lixívia e outras renováveis: 6,9%.

Fontes não renováveis: 54,7%

  • Petróleo e derivados: 34,4%.
  • Gás natural: 12,5%.
  • Carvão mineral: 5,8%.
  • Urânio: 1,4%.
  • Outras não renováveis: 0,6%.

Como é composta a matriz elétrica brasileira?

Agora que já vimos como é composta a matriz energética brasileira, o que inclui todas as fontes de energia, vamos entender como ela é composta, que diz respeito apenas à geração de energia elétrica.

Segundo o Ministério das Minas e Energia (MME), o país vem dando passos positivos em relação às fontes renováveis na produção de eletricidade. A energia eólica, por exemplo, cresceu 14,4% em relação a 2017, e a hidráulica, 4,1%.

Mas o maior salto foi, certamente, o da energia solar: o crescimento foi de 298%, representando a maior taxa de elevação da matriz elétrica brasileira de 2018.

Eis os dados do Balanço Energético Nacional em 2018:

matriz elétrica brasileira em 2017 e 2018

(Fonte: Relatório Síntese do Balanço Energético Nacional – BEN 2019, tendo como ano base 2018).

Fontes renováveis: 83,2%

  • Hidráulica: 66,6%.
  • Biomassa: 8,5%.
  • Eólica: 7,6%.
  • Solar: 0,5%.

Fontes não renováveis: 16,7%

  • Gás natural: 8,6%.
  • Carvão e derivados: 3,2%.
  • Nuclear: 2,5%.
  • Derivados de petróleo: 2,4%.

Viu só? A matriz energética brasileira ainda tem muito a caminhar em relação à utilização de fontes renováveis de energia, mas temos avançado nos últimos anos.

Saiba, por exemplo, que o Brasil alcançou recentemente um marco histórico: 1 GW (gigawatt) de potência de geração distribuída – e a energia solar tem um papel fundamental nesse ranking.  Descubra os motivos no post a seguir!

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