A matriz energética brasileira nos próximos 10 anos

Com os avanços das energia renováveis e a queda dos combustíveis fósseis, é urgente começar a discutir o futuro da matriz energética brasileira. Entenda as propostas para os próximos 10 anos.

Em uma sociedade marcada por negociações globais e crises ambientais, a preocupação com o Meio Ambiente colocou em pauta a importância da produção energética renovável e local. A partir dessa perspectiva, é urgente abrir discussões sobre a matriz energética brasileira no futuro.

Desde que o mundo passou pelas Revoluções Industriais e Tecnológicas, a competitividade econômica de um país e a qualidade de vida de seus cidadãos passaram a ser intensamente influenciadas pela geração de energia. E hoje, em que empresas e instituições visam aumentar sua competitividade, quem investe em recursos energéticos de baixo custo e impacto ambiental, obtém importantes vantagens no mercado. 

Nos próximos 10 anos, essa questão será o background de grandes desafios e oportunidades para o Brasil. Isso porque o desenvolvimento econômico e social demanda muito investimento em energia, mas que seja segura e sustentável. Contudo, as oportunidades se mostram através das diversas condições naturais que o país dispõe em todo território nacional para produção energética renovável.

Além disso, é importante avaliar também a elevada dependência mundial dos combustíveis fósseis e os desafios para o futuro a partir dessa análise. Uma vez que se trata de fontes energéticas finitas, é necessário começar a pensar em alternativas renováveis desde agora. A pandemia do coronavírus, por exemplo, já colocou em xeque esse tipo de fonte de energia e a co-dependência dos mercados. 

Entenda crise do petróleo de 2020 e o avança das energias renováveis.

A matriz energética brasileira e o avanço das fontes renováveis

Atualmente, a matriz elétrica (que faz parte da matriz energética) do Brasil tem 83% da sua energia originária de fontes renováveis, com participação liderada pela hidrelétrica (63,8%), seguida da eólica (9,3%), biomassa e biogás (8,9%) e solar centralizada (1,4%).

Em fevereiro deste ano, o Ministério de Minas e Energia (MME) publicou o Plano Decenal de Expansão de Energia 2019-2029. Esse estudo projeta o aumento da demanda no país e a necessidade de investimentos para atender o crescimento nacional. De acordo com ele, o setor irá precisar de R$2,34 trilhões até 2029.

A partir dessas estimativas apresentadas, o Brasil deve mudar sua matriz energética até 2029, com redução na geração hidráulica, com sua participação caindo de 58% para 42%. O aumento significativo fica por conta das fonte eólica, que praticamente vai dobrar sua produção, e a solar, que será quatro vezes maior.

Contudo, projeta-se também que as usinas térmicas a gás natural vão sair de 7% para os 14% de participação. Isso resultará na queda da parcela de fontes renováveis da matriz energética brasileira, caindo de 83% para 80%.

O avanço das energias renováveis se dá aos poucos, mas com muita segurança. É necessário aproveitar as vantagens da nossa região em prol do desenvolvimento nacional. A Dusol participa ativamente desse movimento e podemos ajudar você também. Vamos conversar sobre projetos de energia solar para sua casa e empresa? Entre em contato conosco!

Fabianne Falcão
Comunicóloga e entusiasta de energias renováveis e sustentabilidade.

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