5 novidades para o mercado de energia renovável

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O mercado de energia renovável está em constante evolução. E a cada dia mais promissor e surpreendente. Já sabemos que a energia solar é a fonte de energia mais confiável e abundante do planeta. Bem como maior esperança da comunidade científica, como pilar de um futuro livre de poluição atmosférica. Dessa forma, fomos em busca […]

O mercado de energia renovável está em constante evolução. E a cada dia mais promissor e surpreendente. Já sabemos que a energia solar é a fonte de energia mais confiável e abundante do planeta. Bem como maior esperança da comunidade científica, como pilar de um futuro livre de poluição atmosférica. Dessa forma, fomos em busca das principais novidades do mercado de energia renovável dos últimos anos. Confira:

1 – Desenvolvimento de uma célula solar totalmente transparente para o mercado de energia renovável

Crédito: Joondong Kim/ Incheon National University

A vida no nosso planeta sempre foi baseada na existência do sol. Sobretudo, recentemente, com avanços da tecnologia e estudos constantes, a energia solar pôde ser transformada em um sistema altamente qualificado para o mercado de energia renovável.

Pesquisadores da Universidade Estadual do Michigan, nos Estados Unidos, realizaram avanços promissores nesse setor, ainda mais ao criarem uma nova célula solar que possui quase 50% de transparência, produzida em carbono ao invés de silício, e que possui como propriedades uma excelente absorção da luz do sol, alta tensão, alta corrente, baixa resistência e transparência de cor neutra.

Para os leigos, esse dispositivo de energia oferece algo que os painéis tradicionais de silício não poderiam oferecer: a mescla de eficiência de captação e transparência visível muito alta. Se aplicadas no vidro de edifícios, vidros de carros e janelas em geral – que normalmente possuem um revestimento de reflexão e absorção da luz – os painéis solares transparentes possibilitariam que os arranha-céus se transformassem em geradores de energia, suprindo parte das necessidades elétricas do mesmo.

Se trata de um dispositivo composto por moléculas criadas em laboratório, permeadas de pequenos filamentos de células fotovoltaicas no seu interior. Essas células são capazes de captar ondas no campo ultravioleta e infravermelho e convertê-las em ondas de eletricidade, sem perda de visibilidade aos olhos humanos.

A eficiência do dispositivo chegou ao recorde de 8,1%, apresentando-se em duas versões, sendo uma com tom mais esverdeado e outra de cor neutra. Essas células foram produzidas a partir de moléculas orgânicas, em material menos tóxico que suas predecessoras e podem ser fabricadas em larga escala. Além disso, por causa da transparência, podem ser aplicadas em uma área diversificada e muito maior que os painéis atuais, colocados nos topos de casas e edifícios.

2 – Corrida verde e projeto carbono zero: utilização de combustível 100% sustentável

Frear o aquecimento global não é só uma obrigação como uma preocupação iminente de organizações como a ONU, o Comitê Olímpico Internacional e a Federação Internacional de Automobilismo (FIA).
Dessa forma, a própria FIA desenvolveu um novo combustível, oriundo de resíduos biológicos – lixo orgânico – que conseguiu atender às demandas de funcionalidade do setor automotivo e que se encontra em fase de testes, com a pretensão de reduzir a emissão de carbono em 20% até 2025, nesse esporte.

A maneira como esse combustível foi formulado, especificamente, ainda não foi divulgado. Mas já se sabe que o processo do biocombustível e do chamado biogás, acontece a partir de restos de alimento, lixo orgânico e fezes de animais.

O gás é gerado pela digestão anaeróbica de bactérias, que consomem oxigênio e “quebram” as moléculas de materiais biodegradáveis para produzir o biometano. Esse processo já é conhecido, mas para atender as exigências do esporte automobilístico, por certo, devem ter sido desenvolvidas modificações no processo que possivelmente aumentou a eficácia do mesmo, especialmente por que o biogás precisa ser purificado antes de chegar aos motores.

Energia a partir do lixo

Além disso, a título de especulação, além desse processo biológico, a energia a partir do lixo pode ser empregada por meio de processos termoquímicos, como a combustão, e gaseificação ou a pirólise. No primeiro há separação das frações passíveis de reciclagem e retirada dos inertes, produzindo um combustível de maior poder calorífico. Na gaseificação e pirólise, o resíduo é transformado em combustíveis gasosos e líquidos, o que ocorre em um reator pela ação do calor.

Nessa área automobilística, embora ainda haja o consumo de combustíveis fósseis, já existem setores que utilizam sistema elétrico e biocombustível. Contudo, o objetivo é neutralizar as emissões de carbono até 2030 de forma total, demonstrando a eficiência do combustível sustentável, incentivando pesquisas para que a F1 desenvolva também suas próprias soluções nesse campo.

Aliás, a F1 sempre proporcionou avanços no mundo automotivo, visto pesquisas e desenvolvimento constante, e a atual prioridade é promover a sustentabilidade na área, tendo como ideia primordial a mescla do motor híbrido e combustíveis sustentáveis, que além de reduzir as emissões de carbono, traga benefício palpável para os carros de rua.

3 – Novos meios de armazenamento de energia solar

Vocês já sabem que é possível armazenar energia solar, da mesma forma que se armazena energia oriundas de outras fontes: por meio de baterias. Aqui no Brasil essas baterias são compostas de materiais, como o chumbo-ácido e níquel-cádmio, que possuem custo elevado e eficiência menor que a de um gerador solar.

A bateria de chumba-ácido é basicamente composta por dois eletrodos, um de chumbo esponjoso e outro de dióxido de chumbo em pó: é uma associação de pilhas (elementos) ligadas em série, e fornece uma tensão elétrica de 12V. É a bateria usada tradicionalmente nos carros modernos.
A bateria de níquel-cádmio tem a vantagem de poder ser carregada diversas vezes, dizemos então, recarregável. Ela é aquela mais utilizada nos aparelhos celulares e afins, também cumprindo o papel de armazenar energia fotovoltaica.

Novas baterias para o mercado de energia renovável

Com o desenvolvimento de novas tecnologias e avanços no que concerne aos sistemas fotovoltaicos, novas baterias foram criadas à base de íon-lítio, cuja capacidade de armazenamento e durabilidade são mais altas, tanto que são utilizadas nos carros elétricos. Contudo, essa tecnologia ainda não está acessível a todos os lugares do planeta.

As baterias de íons de lítio operam de modo reativo com grandes quantidades de energia, sendo menores e mais leves que as anteriores. Elas podem ser recarregadas sem que tenham descarregado totalmente, sem adquirir vício de carga e também é possível carregar somente uma parte dela.

Não obstante, existem novas tendências e o desenvolvimento de novos produtos nessa área, como por exemplo, os painéis solares que são capazes de gerar energia em dias de baixa insolação, de chuva, com névoa e vejam vocês, durante a noite! Uma equipe de cientistas chineses elevou a eficiência de conversão da luz direta, enquanto ela houver, garantindo-a em condições de pouca luminosidade: uma revolução fotovoltaica.

O diferencial é o uso de um material denominado LPP (fósforo de longa persistência), que armazena energia solar a partir de luz não absorvida (quase a do espectro infravermelho) do dia, para geração de energia contínua à noite. Como se a notícia já não fosse excelente, esse tipo de painel tem custo menor que a tecnologia atual.

Em Cambridge, No Reino Unido, cientistas descobriram também como utilizar a luz solar para retirar hidrogênio da água – a fotossíntese semi-artificial – que copia a fotossíntese das plantas.

Então, o objetivo é utilizar o hidrogênio para produzir eletricidade, deixando água como resíduo. Esse projeto ainda está em fase de aumento de eficácia e garantia de reprodução em longo prazo.

4 – Painéis solares produzidos com restos de alimentos

Protótipos do AuREUS System Technology já estão em funcionamento em janelas e estruturas externas de prédios nas Filipinas. | Foto: Dyson Prize
Energia renovável é a tendência que veio para ficar no mundo moderno. E dessa forma, os entraves que outrora as construções de painéis fotovoltaicos possuíam, como a dependência direta de luz solar ou a ocupação de grandes dimensões para a montagem, vão sendo vencidas por novas tecnologias.

Carvey Maigue, estudante filipino de 27 anos, desenvolveu um sistema que converte radiação UV em luz visível e daí, gera eletricidade, mesmo em dias nublados. No AuREUS System Technology, as partículas do material absorvem luz invisível dos raios ultravioleta produzindo eletricidade 50% do tempo, mais que o dobro dos painéis solares convencionais.

Além dessa eficiência, o sistema AuReus reaproveita para a produção dos painéis solares materiais como restos de alimentos. Assim, transforma restos de frutas e vegetais em um material durável, moldável e translúcido. Esse material pode ser aplicado em janelas e fachada de parede ou de vidros de edifícios.

Como funciona o painel de energia renovável de Maigue

O painel solar de Maigue funciona recuperando partículas luminescentes encontradas em alguns resíduos de alimentos, que são presas em um substrato de resina. Quando atingidas pela luz UV, elas absorvem e refletem luz, que concentradas nas bordas dos painéis, são capturadas pelas células fotovoltaicas e convertidas em eletricidade.

O projeto de Carvey ganhou um prêmio em dinheiro de 30 mil libras, visibilidade e projeção internacional. Principalmente por tratar de dois problemas frequentes no mundo todo: o combate à exposição excessiva aos raios UV e o combate ao desperdício alimentar. Isso porque, especialmente nas Filipinas, as mudanças climáticas danificam milhões de hectares de vegetação e tornam frutas e vegetais impróprios para o consumo humano.

5 – Móveis que produzem energia

Cada dia mais, sustentabilidade tem sido a palavra de ordem e os projetos estão cada vez mais ousados nesse quesito. Recentemente, em Londres foi lançada uma mesa e uma janela, que aliam design com muita tecnologia.

Esses objetos adquiriram novas funcionalidades, são construídos com células fotovoltaicas e por conta disso, podem gerar energia própria para eles e até para ambientes internos. Essa energia também pode ser utilizada por outros utensílios, já que a mesa e a janela possuem entrada USB.

Nessa mesma vertente, Chambard lançou em Milão uma linha inteira de móveis capazes de gerar energia para seu próprio uso. São móveis desde gabinetes até uma cortina de arame, eles possuem baterias com duração de até 24 horas e carregamento oriundo de painéis solares.

Os gabinetes, por exemplo, possuem espelhos giratórios, sensores de iluminação e caixas de som. Além disso, são capazes de gerar e armazenar energia suficiente para alimentar um micro-apartamento.

Economize mais energia

Esses foram alguns dos exemplos das mais recentes novidades no mercado de energia renovável, no mundo todo. Mas, se você ficou curioso e quer saber mais sobre como funciona a produção de energia no Brasil, é só clicar nessa imagem aqui embaixo!

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Letrada, marketeira e aprendiz de publicitária. Entusiasta dos astros e astrologia, espiritualista que se esforça para seguir os bons ventos. Leitora de Brecht, Pessoa, Hilst, Lispector, Lucinda, Leminski, Saramago, Gaiman e Tolkien. Amante de poesias, novelas coreanas, ficção científica e fantasias. Não compara Star Trek e Star Wars, nem livros com filmes, porque sabe que são universos completamente diferentes. Tem uma gata chamada Florbela e um gato chamado Spock.

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