Blog da Dusol

10
jul

Embora o clima esteja um pouco confuso ultimamente, com estações nem sempre tão definidas, de tempos em tempos o Brasil continua vivendo períodos de seca, o que afeta a produção de energia elétrica.

Nesse caso, você realmente já parou para pensar sobre essa relação e como ela, inclusive, afeta o orçamento dos brasileiros, já que a conta de luz aumenta?

Existem, pelo menos, dois motivos que explicam essa relação. Acompanhe.

O primeiro motivo: somos o “país das hidrelétricas”

Isso é um fato. Dados da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), que é um órgão do governo, indicam que a nossa matriz energética é composta, em sua maioria, pelas usinas hidrelétricas, como mostra o gráfico abaixo, de 2017:

Nesse caso, a produção de energia tem tudo a ver com as hidrelétricas, porque elas precisam de água para tal – água essa que é armazenada nos reservatórios das usinas.

Se esse reservatório estiver muito abaixo do nível considerado normal, a produção de energia fica comprometida, pois prejudica o trabalho das turbinas. E embora o Brasil seja um país privilegiado de recursos hídricos para a geração de eletricidade, ainda assim ficamos à mercê do clima incerto.

Com o clima incerto, ou seja, com a incidência de mais estiagem (pouca chuva), a vazão dos rios diminui, enfraquecendo a força da água que move as turbinas e prejudicando a produção. Além disso, as mudanças climáticas também vêm contribuindo para essa situação, já que o aumento da temperatura também provoca grandes períodos de secas em algumas regiões do planeta.

O segundo motivo: as bandeiras tarifárias

Outro motivo que explica a relação entre o período de seca e a produção de energia é a consequência financeira sofrida pelos brasileiros: a incidência das bandeiras tarifárias.

Quando não há chuvas e os reservatórios ficam baixos, são acionadas as usinas termelétricas emergenciais, que são instaladas para a prevenção de apagões.

Consequentemente, o custo de produção de energia aumenta e é repassado em forma de bandeiras tarifárias nas contas de luz dos consumidores, até que o nível dos reservatórios das hidrelétricas volte ao normal.

Recentemente, a ANEEL divulgou um reajuste no preço dessas bandeiras, o que encarece ainda mais o valor das contas, mesmo que não haja um aumento de consumo nos imóveis:

Cor da bandeira

Valor antigo (por 100 kWh)

Valor atual (2019) (por 100 kWh)

Amarela

R$ 1,00

R$ 1,50

Vermelha (patamar 1)

R$ 3,00

R$ 4,00

Vermelha (patamar 2)

R$ 5,00

R$ 6,00

Então, o que fazer para ter uma produção de energia sem essas interferências?

A resposta mais viável e que traz o melhor retorno é o investimento em energia solar para o seu imóvel, seja ele residencial, industrial, comercial ou rural.

Dependendo da capacidade de produção de energia solar instalada, você pode economizar até 95% em sua conta, além de parar de ser totalmente dependente do sistema energético brasileiro.

Além disso, a energia solar é ainda mais limpa e renovável, visto que o Sol é abundante em nosso país, o que contribui para a preservação dos recursos naturais, além de fomentar empregos na área.

Quer saber por onde começar a investir em produção de energia solar? Então, comece entendendo como funciona o sistema fotovoltaico. Até a próxima!

 

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