Panorama da energia solar no mundo sob a ótica ambiental

A energia solar no mundo está se expandindo a passos largos. E aqui no Brasil, como será que estamos?

A energia solar no mundo é um tema que precisa ser debatido sob todas as óticas, incluindo os inegáveis benefícios ambientais que esse sistema proporciona.

E por falar em mundo, já até explicamos neste post sobre os motivos que fazem a energia solar ser o futuro do desenvolvimento sustentável do planeta, e porque precisamos nos livrar da dependência de outras fontes de energia.

Mas, sob a ótica ambiental, será que esse sistema gera impactos? Compensa, realmente, utilizar energia solar em comparação a outras fontes?

Se você quer entender melhor sobre esse assunto e como anda o funcionamento e a expansão do sistema fotovoltaico pelo mundo, incluindo aqui, no Brasil, acompanhe.

A energia solar no mundo

Segundo dados da Agência Internacional de Energia (IEA), em 2016 o mundo já contava com uma potência solar instalada de 301 GW (gigawatts), gerando um total de 333 TWh (terawatts-hora). É muita coisa.

Além disso, a agência acredita que, em um cenário moderado, em 2050 a energia solar no mundo responderá por 11% da oferta de eletricidade – algo em torno de 5 mil TWh.

Nesse caso, a área das instalações corresponderia a 8 mil km2, o equivalente a um quadrado com 90 km de lado. Para você ter uma ideia da grandiosidade disso, apenas a nossa usina de Itaipu possui uma área de inundação de 1,3 km2.

Atualmente, China e Estados Unidos lideram a geração de energia solar no mundo, graças aos constantes investimentos realizados, inclusive por parte de iniciativas do governo ao construírem usinas solares.

Já na Alemanha, outro país que coloca em prática várias políticas sustentáveis, a meta é ambiciosa: em 2050, o país quer contar com 100% de sua geração de energia proveniente de fontes renováveis, como a solar, a eólica e a biomassa.

Em 2016, por exemplo, ocorreu até mesmo um excesso de energia limpa gerada por meio dessas três fontes e, particularmente no dia 8 de maio daquele ano, 87% do consumo elétrico de todo o país foi proveniente desses meios sustentáveis.

A energia solar no Brasil

Até a metade de 2018, o Brasil já tinha 30.039 sistemas fotovoltaicos instalados, somando R$ 2,1 bilhões em investimentos desde o ano de 2012 – e se juntarmos a geração distribuída e a centralizada, os números passam de R$ 6 bilhões. Já são 633 mil residências brasileiras com energia solar.

De acordo com dados revelados pela Associação Brasileira de Energia Solar (Absolar), na edição do evento Brasil Solar Power de junho de 2018, já ultrapassamos a marca de 1,5 GW de capacidade instalada, e o ano deve ser fechado com 2,4 GW.

Isso significa que deveremos estar entre os 15 países que mais geram energia solar no mundo, considerando a potência instalada – aliás, já estamos entre os 30 primeiros do ranking.

As porcentagens de quem mais procura a energia solar aqui no Brasil são:

  • 77,4% consumidores residenciais;
  • 16% do setor de comércio e serviços;
  • 3,2% consumidores rurais;
  • 2,4% do setor industrial

Então, podemos dizer que o país também está se voltando para a energia solar, e muito desses resultados são por conta de pessoas físicas e empresas que, com o aumento das opções de financiamentos e o barateamento dos custos de instalação, estão aderindo à tecnologia.

E quanto aos impactos ambientais no setor de energia solar?

Voltemos à pergunta inicial: será que o sistema fotovoltaico também gera impactos ambientais?

Se levarmos em consideração que a produção de um painel fotovoltaico consome 85% de energia elétrica (segundo um estudo feito na Austrália), podemos dizer que esse impacto é totalmente pago em pouco tempo – afinal, um painel é feito para gerar energia limpa durante uma vida útil de, pelo menos, 25 anos.

Além disso, os painéis solares são fabricados com resíduos classificados como não perigosos, tais como vidro, polímero e alumínio.

Mesmo tendo que ocupar uma área maior do que as ocupadas pelas hidrelétricas, por conta do fator de capacidade, as usinas solares podem ser construídas em terrenos improdutivos, sem necessidade de concentração, o que diminui os impactos.

Podemos ressaltar, portanto, que os impactos ambientais da energia solar no mundo são mínimos, se comparado a outras alternativas de geração, como é o caso das usinas termelétricas, por exemplo. Além disso, seus benefícios são imensos, e podemos destacar alguns:

  • É livre de carbono, sendo um forte aliado na redução de emissão de CO2 na atmosfera.
  • Os maiores índices de irradiação solar no Brasil estão em áreas de baixo desenvolvimento econômico, o que pode contribuir para o desenvolvimento desses locais.
  • Aliás, painéis solares instalados a 2 metros de altura podem favorecer o cultivo de hortaliças e legumes.
  • Como temos excelentes reservas de silício e lítio, com a expansão do sistema podemos passar a mais de 70% na produção dos painéis, diminuindo a dependência de importação e gerando mais empregos.

Depois de todas essas informações, a energia solar no mundo é, certamente, uma das alternativas mais viáveis e ecológicas para o meio ambiente e a nossa sociedade. Então, aproveite e passe, também, a gerar energia solar –você pode até se unir com outras pessoas para baratear ainda mais os custos. Saiba como neste post e até a próxima! 

 

Carlos Bouhid
Diretor Administrativo da Dusol Engenharia Sustentável.

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