Blog da Dusol

17
jul

A energia solar no mundo vem avançando; a cada ano, novos rankings e estimativas de capacidade de produção dessa importante fonte de energia renovável são divulgados pelos órgãos competentes e mídias especializadas.

Mas e aqui no Brasil? Em que “pé” estamos? Pois é exatamente sobre isso que conversaremos hoje. Aliás, já adiantamos: estamos atrasados em relação a outros países e possíveis mudanças na regulamentação da ANEEL podem deixar este cenário ainda mais complicado.

O Brasil está em 11º lugar no ranking de investimentos em energia solar no mundo

Divulgado recentemente pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), em 2018, o Brasil ficou de fora do top 10 de países que mais investiram nesse tipo de energia no mundo.

Portanto, os países que mais investiram em energia solar no mundo, em 2018, foram:

  1. China: 45,0 GW.
  2. Índia: 10,8 GW.
  3. EUA: 10,6 GW.
  4. Japão: 6,5 GW.
  5. Austrália: 3,8 GW.
  6. Alemanha: 3,0 GW.
  7. México: 2,7 GW.
  8. Coreia do Sul: 2,0 GW.
  9. Turquia: 1,6 GW.
  10. Holanda: 1,3 GW.

Ficamos em 11º lugar, mas não devemos desanimar. Afinal de contas, o nosso país vem crescendo nesse quesito – aliás, alcançamos a marca histórica de 1,2 GW (gigawatts) de potência instalada, acumulando, atualmente, a quantia de 2,4 GW. São mais de 83 mil telhados solares pelo país.

Outra boa notícia é que a energia solar já está entre a 7ª maior fonte em nossa matriz energética (representando 1,2% da matriz), ultrapassando a energia nuclear, e estima-se que, em breve, o carvão mineral também fique para trás.

Dá uma olhada no infográfico completo divulgado pela Absolar:

Fonte: Reprodução/ Absolar.

Bom, ainda temos muito a caminhar no cenário de energia solar no mundo, não é mesmo? Mas pode ser que tenhamos um pouco mais de trabalho pela frente.

Mudanças à vista na regulamentação do setor de energia solar no Brasil

O nosso país está vivendo um momento muito importante no setor de energia solar fotovoltaica, pois a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) está discutindo uma nova regulamentação em relação ao sistema de compensação de energia na geração distribuída.

Como explicamos neste post, o sistema de compensação funciona assim: se você tem energia solar instalada em seu imóvel e, em determinado mês, o sistema produzir mais eletricidade do que consumir, esse excedente vai para a distribuidora de energia – e retorna a você em forma de créditos, que são abatidos em suas próximas contas.

Pois bem. Desde 2018, a ANEEL entrou em processo de revisão da Resolução Normativa 482 (REN 482), que fala justamente sobre a geração distribuída, para que os consumidores também se tornem produtos de energia.

Um dos principais pontos discutidos é se o valor dos créditos extras produzidos pelos consumidores permanecerá o mesmo ou sofrerá alteração (para menos). Além disso, o governo e as distribuidoras de energia vêm questionando os subsídios dados ao setor de energia solar, que ajudam na competitividade junto ao mercado. Entenda melhor sobre essa discussão e o que pode ser mudado neste post.

Bom, este é o cenário em que o Brasil se encontra em relação à energia solar no mundo. Embora ainda estejamos muito aquém da nossa real capacidade – afinal de contas, o Brasil tem mais Sol que todos os países listados no ranking –, considere você também investir na produção de energia para o seu imóvel. Mesmo que essa discussão da revisão esteja em xeque, ainda assim as grandes vantagens da energia solar permanecem.

Quer saber de quais vantagens estamos falando? Então, confira 3 coisas que podem acontecer com quem não investir em energia solar em breve. Até a próxima!

 

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