Blog da Dusol

21
fev

Já está em vigor, desde o dia 1º de janeiro de 2018, a chamada tarifa branca de energia, que tem gerado várias dúvidas por parte dos consumidores sobre do que se trata, e se vale a pena aderir a essa modalidade.

Portanto, para esclarecer de vez as suas dúvidas, acompanhe atentamente o post de hoje.

O que é a tarifa branca de energia

A tarifa branca é uma nova opção para os consumidores obterem descontos em suas contas de energia, sendo que ele é concedido caso haja priorização no uso da eletricidade em períodos de menor demanda, ou seja, fora dos horários de pico.

A princípio, essa nova modalidade é oferecida a residências e pequenos comércios, cuja média de consumo mensal seja maior que 500 kWh. De acordo com a ANEEL, a partir de 2019, a tarifa branca será estendida a unidades com consumo superior a 250 kWh/mês e, em 2020, para todos os consumidores que se enquadram em pequenos comércios e residências.

Na prática, o consumidor que aderir à tarifa branca de energia (nesse caso, é preciso solicitar na distribuidora do município) passa a pagar valores diferentes de acordo com a hora e o dia da semana em que consome a eletricidade.

Nesse caso, ele passa a pagar menos quando consumir energia nos chamados horários fora de ponta, ou fora do pico, que variam conforme a distribuidora de energia de cada região (clique aqui para verificar o da sua).

Em Goiânia e Brasília, por exemplo, o horário de pico fica entre 18h00 e 20h59. Então, para ter o desconto na fatura, o consumidor precisa evitar utilizar, ou economizar ao máximo, a utilização de eletricidade nesse horário.

Outro ponto de atenção é o chamado horário intermediário, que apresenta um preço médio de consumo. Ele ocorre sempre uma hora antes e uma depois dos horários de pico – então, o consumidor também pode economizar se evitar esse horário.

Além dessas duas faixas, de pico e intermediária, estão os horários fora de ponta, nos quais será cobrado o menor preço de energia do dia.

A tarifa branca de energia não se aplica a consumidores classificados como baixa renda, beneficiários de descontos previstos em Lei e à taxa de iluminação pública.

Como descobrir se vale a pena aderir à tarifa branca?

Antes de optar pela tarifa branca de energia, o consumidor precisa conhecer o seu perfil de consumo. Afinal, existem casos em que não existe a possibilidade de transferir o uso da energia para os períodos fora do horário de pico – então, se a pessoa optar pela tarifa branca, ela pode acabar tendo um aumento na conta.

Como exemplos temos os pequenos comércios, como bares, por exemplo, que são abertos durante a noite – nesse caso, não existe a possibilidade de fugir desse horário – ou, ainda, residências com uma rotina bem estabelecida.

Além do horário de consumo, outra variável que deve ser considerada é a relação entre os valores da tarifa convencional e da tarifa branca fora do horário de pico. Quanto maior for a diferença entre elas, maior tende ser a economia e a vantagem.

Eis um comparativo entre a tarifa branca e a tarifa convencional que pode te ajudar:

Comparação entre a tarifa convencional e tarifa branca de energia

Imagem: Reprodução / ANEEL

De acordo com cálculos da Comerc Energia, essa diferença entre as duas tarifas pode chegar a 21% em Curitiba, a 14% em Goiânia, a 13% em São Paulo e Rio de Janeiro, a 8% em Manaus e 6% em João Pessoa.

Se você optar por aderir à tarifa branca de energia e, caso perceba que ela não te trouxe vantagens, pode retornar ao sistema tarifário convencional. Nesse caso, a distribuidora tem 30 dias para fazer o retorno – e se você quiser retornar à tarifa branca, será preciso cumprir um período de carência de 180 dias.

Independentemente de sua escolha por optar ou não pela tarifa branca de energia, o importante é continuar com consciência e bons hábitos para economizar sempre.

Aliás, existe uma outra modalidade que pode praticamente zerar a sua conta mensal: a energia solar fotovoltaica. Clique aqui e descubra todas as suas vantagens! Até a próxima.

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